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Exportações de amianto batem recorde em Goiás

As exportações de amianto em Goiás aumentaram em 246,01% em junho no comparativo com o mesmo período do ano passado, um recorde de vendas

STF debate na sexta-feira lei que permite exploração de amianto em Goiás

Proibido no Brasil desde 2017, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o mineral, usado para fabricação de telhas e caixas d'água, é classificado como cancerígeno.Proibido no Brasil desde 2017, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o mineral, usado para fabricação de telhas e caixas d'água, é classificado como cancerígeno.
Para Leonardo Amarante, advogado e assessor jurídico da Abrea, os números positivos mascaram a realidade de quem põe a mão na massa. "Não adianta proibir a comercialização nacional, mas dar brecha para exportação porque quem está exposto na hora da extração são os nossos cidadãos", diz.

As doenças ligadas ao contato com o amianto costumam surgir décadas após o contato com o mineral.
No mês passado, a Usiminas foi condenada a pagar R$ 200 mil em indenização por danos morais coletivos e custear o tratamento de saúde de seus funcionários e ex-empregados expostos ao amianto que atuaram pela empresa nos últimos 30 anos. A decisão foi do juiz Jedson Marcos dos Santos Miranda, da 1ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano (MG).

Uma semana antes, a Justiça havia proibido a mineradora Sama e a Eternit de enviarem cargas de amianto crisotila ou de produtos que contenham a substância cancerígena aos municípios de Cubatão, Santos e Guarujá, todos em São Paulo. A decisão também condenou as empresas ao pagamento de indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. As informações são do Amazonas Atual.

Link da matéria: https://www.noticiasdemineracao.com/brasil/news/1414151/exporta%C3%A7%C3%B5es-de-amianto-batem-recorde-em-goi%C3%A1s

ONGs: Venda do ex-porta-aviões São Paulo com amianto levanta preocupações

O desmantelamento  do ex-porta-aviões São Paulo (ex-Foch) apresenta riscos jurídicos, ambientais e de saúde, disseram as ONGs às autoridades turcas. No ano passado, as ONGs apelaram às autoridades brasileiras e francesas para garantirem a reciclagem segura e ecologicamente correta do navio irmão do Clemenceau, e recomendaram o uso de um dos estaleiros incluídos na lista da UE de estaleiros de reciclagem de navios aprovados.

Após um longo e tortuoso processo de leilão, o São Paulo foi finalmente vendido para o estaleiro turco Sök Denizcilik e Ticaret Limited.

 

Face as grandes quantidades de amianto e outros materiais perigosos que podem estar embutidos na estrutura da embarcação, grupos locais da sociedade civil, líderes políticos, especialistas técnicos e organizadores sindicais se opõem fortemente à chegada da embarcação na Turquia.

Eles levantaram preocupações legítimas sobre a falta de transparência sobre como o amianto e outros resíduos serão gerenciados, e que o preço cotado para a compra do porta-aviões não é financeiramente viável se todos os devidos cuidados forem observados durante a reciclagem do navio e a eliminação dos resíduos perigosos.

Segundo a ONG Shipbreaking Platform, não foiapresentado o Inventário de Materiais Perigosos (IHM), e permanece incerto se uma auditoria independente adequada foi realizada.

As ONGs pedem uma avaliação independente se os planos de como remover e descartar os resíduos perigosos a bordo do São Paulo atendem aos requisitos de gestão ambientalmente saudável e garantem que os trabalhadores e as comunidades locais não fiquem expostos a quaisquer riscos. Dada a natureza muito perigosa dos materiais da embarcação militar, os planos de manejo desses materiais devem ser transparentes.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: Marineinsight

Link: https://www.defesaaereanaval.com.br/naval/ongs-venda-do-ex-porta-avioes-sao-paulo-com-amianto-levanta-preocupacoes

Reparação social: Trabalhadores expostos a amianto serão indenizados pela Usiminas

Siderúrgica de Ipatinga (MG) foi condenada a pagar R$ 200 mil em indenização, além de exames de saúde para ex-funcionários

Usiminas expôs trabalhadores ao contato com amianto, diz Justiça

Usiminas expôs trabalhadores ao contato com amianto, diz Justiça

DIVULGAÇÃO / USIMINAS / EDMAR SILVA

 

A siderúrgica Usiminas foi condenada a pagar R$ 200 mil em indenização por danos morais coletivos e ainda pagar pelo tratamento de saúde de seus funcionários e ex-empregados expostos ao amianto. A decisão é do juiz Jedson Marcos dos Santos Miranda, na 1ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano, a 200 km de Belo Horizonte. 

A ação foi proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), que alegou que os trabalhadores tiveram contato com o material em diversas situações, desde a confecção, até o transporte e a instalação do amianto nos abafadores dos fornos da siderúrgica localizada em Ipatinga.  

 

De acordo com a denúncia, os trabalhadores estavam expostos "direta e habitualmente" à substância e sem a devida proteção. 

No caso da fixação e remoção dos anéis de vedação, por exemplo, o trabalho era feito manualmente. Segundo o MPT, essas operações "perduraram durante anos". Outra situação verificada pelo órgão foi o fato de que os trabalhadores voltavam para casa com o uniforme de trabalho, que era lavado por eles ou suas companheiras, que também passavam a ficar expostas "às fibras de asbesto impregnadas nos uniformes".

Segundo o Ministério Público do Trabalho, a Usiminas empregadora não promoveu, durante todo o período, os exames médicos necessários para os trabalhadores expostos ao amianto, como a telerradiografia de tórax e prova de função pulmonar.

 

Efeitos do amianto

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a exposição ao amianto está relacionada à ocorrência de diversas doenças e que não há níveis seguros de exposição às fibras do material. Veja as doenças que podem ser provocadas pelo contato com o amianto: 

- Asbestose
- Câncer de pulmão
- Mesotelioma
- Câncer de laringe
- Câncer do trato digestivo
- Câncer de ovário

 

Defesa

Na Justiça do Trabalho, a Usiminas alegou que não fabricava ou comercializava amianto, somente adquiria o produto pronto de uma empresa especializada e que somente quando há liberação de poeira é que é possível causar danos aos trabalhadores. Conforme a siderúrgica, isso não ocorria. 

A Usiminas também afirmou que o local onde o MPT fez uma diligência foi desativado, assim como os equipamentos que utilizavam o produto. 

Por fim, para a defesa da empresa não seria possível falar em pagamento de adicional de insalubridade, danos morais coletivos ou pagamento de exames já que não hpa comprovação de exposição ao material em níveis superiores ao recomendado pela NR-15. 

Decisão

Na sentença, o juiz ressaltou que o amianto é um material lesivo à saúde, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde) e que a Usiminas não cumpriu as determinações impostas pela NR-15. 

Para o juiz, ao ignorar a norma, a empresa assumiu os riscos de causar danos à saúde dos trabalhadores. 

"Aliás, ainda que se admita que a conduta empresarial foi omissa, tal omissão é substancial, pois relevante para o resultado danoso, culminando na ofensa aos direitos da personalidade dos trabalhadores, sua categoria e da comunidade. Porquanto, atingiu a honra e a moral, inclusive coletiva", pontuou o magistrado.

Além disso, para o juiz, a empresa não provou ter enviado ao SUS ou ao sindicato dos trabalhadores a avaliação médica periódica de cada um dos empregados expostos ao amianto. 

A empresa também não mostrou, na Justiça, que providenciava a troca dos uniformes dos trabalhadores, conforme exigido, também, pela NR-15, que determina essa substituição, ao menos, duas vezes por semana.

Com isso, a Usiminas deverá, além de pagar R$ 200 mil a títutlo de indenização por danos morais, providenciar os exames de saúde periódicos a funcionários e ex-funcionários, que atuaram pela empresa nos últimos 30 anos. 

Link:https://noticias.r7.com/minas-gerais/trabalhadores-expostos-a-amianto-serao-indenizados-pela-usiminas-23062021

Mineradora Sama e Eternit são proibidas de enviar cargas de amianto para municípios da Região

A sentença também abrange a empresa TSL Transportes Scatuzzi, que foi proibida de realizar qualquer atividade de movimentação, recebimento e transporte de amianto crisotila e deverá pagar R$ 200 mil de indenizaçãoA sentença também abrange a empresa TSL Transportes Scatuzzi, que foi proibida de realizar qualquer atividade de movimentação, recebimento e transporte de amianto crisotila e deverá pagar R$ 200 mil de indenização

A mineradora Sama e a Eternit foram proibidas de enviar aos municípios de Cubatão, Santos e Guarujá, localizadas no litoral de São Paulo, carga de amianto crisotila ou de produtos que contenham a substância cancerígena. A decisão do dia 9 de junho resulta de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no município de Santos (SP) e também condenou as empresas ao pagamento de indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. A sentença também abrange a empresa TSL Transportes Scatuzzi, que foi proibida de realizar qualquer atividade de movimentação, recebimento e transporte de amianto crisotila e deverá pagar R$ 200 mil de indenização.A mineradora Sama e a Eternit foram proibidas de enviar aos municípios de Cubatão, Santos e Guarujá, localizadas no litoral de São Paulo, carga de amianto crisotila ou de produtos que contenham a substância cancerígena. A decisão do dia 9 de junho resulta de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no município de Santos (SP) e também condenou as empresas ao pagamento de indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. A sentença também abrange a empresa TSL Transportes Scatuzzi, que foi proibida de realizar qualquer atividade de movimentação, recebimento e transporte de amianto crisotila e deverá pagar R$ 200 mil de indenização.

Em 5 de março deste ano, uma carga de 459 toneladas de amianto da Sama, que faz parte do grupo Eternit, foi apreendida pela Vigilância Sanitária no retroporto da empresa Dalastra, em Santos (SP), após ofício encaminhado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A carga havia sido transportada de Minaçu (GO), local de sua extração, para o porto de Santos (SP), onde seria exportada para países da Ásia. A lei estadual nº 12.684, sancionada em 2007, proíbe o uso, em sentido amplo, da fibra mineral no Estado de São Paulo.
Após a apreensão, o MPT-SP ajuizou ação civil pública e obteve, em 10 de março, decisão liminar que determinou a remoção das 459 toneladas de amianto. Na época, outro pedido formulado pelo MPT e acolhido pela Justiça do Trabalho proibiu que outra empresa do setor fizesse qualquer movimentação de amianto crisolita, independentemente da forma de acondicionamento da fibra mineral. Posteriormente foi firmado acordo, por meio da qual a empresa se comprometeu a não mais operar cargas contendo amianto.

Na sentença, o juiz do Trabalho substituto Athanasios Avramidis, da 7ª Vara do Trabalho de Santos, ressalta que é consenso científico e entre os órgãos nacionais e internacionais de que o amianto crisotila é altamente cancerígeno, dessa forma sendo impossível utilizar a substância de modo seguro. "A toda evidência, conforme colacionado nos autos, há consenso na comunidade científica que o amianto crisotila é um produto de alta natureza cancerígena e o uso, manutenção, manuseio e transporte, ocasionam a degradação do ambiente de trabalho, uma vez que coloca em risco a integridade física dos empregados", afirmou o juiz naNa sentença, o juiz do Trabalho substituto Athanasios Avramidis, da 7ª Vara do Trabalho de Santos, ressalta que é consenso científico e entre os órgãos nacionais e internacionais de que o amianto crisotila é altamente cancerígeno, dessa forma sendo impossível utilizar a substância de modo seguro. "A toda evidência, conforme colacionado nos autos, há consenso na comunidade científica que o amianto crisotila é um produto de alta natureza cancerígena e o uso, manutenção, manuseio e transporte, ocasionam a degradação do ambiente de trabalho, uma vez que coloca em risco a integridade física dos empregados", afirmou o juiz nadecisão.

De acordo com o procurador do Trabalho Bruno Martins Mano Teixeira, vice-gerente Adjunto do Projeto pelo Banimento do Amianto, a sentença foi de fundamental importância para o trabalho que vem sendo feito pelo MPT e outros atores com o objetivo de banir o uso, em qualquer forma, do amianto no Brasil, sobretudo enquanto não apreciada a ADI 6200 pelo STF, na qual se postula do reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei nº 20.514, de 16 de julho de 2019, do Estado de Goiás.De acordo com o procurador do Trabalho Bruno Martins Mano Teixeira, vice-gerente Adjunto do Projeto pelo Banimento do Amianto, a sentença foi de fundamental importância para o trabalho que vem sendo feito pelo MPT e outros atores com o objetivo de banir o uso, em qualquer forma, do amianto no Brasil, sobretudo enquanto não apreciada a ADI 6200 pelo STF, na qual se postula do reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei nº 20.514, de 16 de julho de 2019, do Estado de Goiás.

Em novembro de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou constitucional a lei paulista nº 12.684/2007, estendendo a proibição relativa ao uso produtivo do amianto para todo o território nacional. O amianto é considerado cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o MPT afirma a autoridade das decisões do STF nas ações que declararam a inconstitucionalidade do uso da fibra no Brasil.Em novembro de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou constitucional a lei paulista nº 12.684/2007, estendendo a proibição relativa ao uso produtivo do amianto para todo o território nacional. O amianto é considerado cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o MPT afirma a autoridade das decisões do STF nas ações que declararam a inconstitucionalidade do uso da fibra no Brasil.

Link: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/mineradora-sama-e-eternit-sao-proibidas-de-enviar-cargas-de-amianto/146437/

Crime na Itália: Começa megaprocesso por mortes por amianto na Itália

NOVARA, 9 JUN (ANSA) – Começou nesta quarta-feira (9), em Novara, na Itália, um megaprocesso pelas mortes provocadas pela inalação de amianto em uma antiga fábrica da Eternit na cidade de Casale Monferrato.   

O réu é o magnata e filantropo suíço Stephan Schmidheiny, ex-proprietário da Eternit e que responde a 350 acusações de homicídio doloso.   

A maior parte das vítimas morreu de mesotelioma, tumor que atinge as membranas que revestem o pulmão e é conhecido como o câncer do amianto.   

“Temos o dever de estar presentes, apesar dos tantos socos levados no estômago. Não teremos justiça enquanto uma sentença não disser que essas coisas não podiam acontecer”, declarou Bruno Pesce, representante de uma associação que reúne familiares das vítimas. 

Já o promotor Gianfrancesco Colace, que lidera a acusação, afirmou que o caso é uma “ferida aberta”. O julgamento acontece a portas fechadas para evitar aglomerações.   

“Será um processo longo e complexo, ao qual levaremos nossa contribuição técnica e jurídica com a habitual seriedade”, comentou o advogado Guido Carlo Alleva, que defende Schmidheiny – o réu não se apresentou no tribunal em Novara.   

A acusação alega que o magnata suíço é diretamente responsável pelas mortes, uma vez que sabia dos riscos do amianto para a saúde e permitiu que os funcionários da Eternit tivessem contato com a substância na fábrica de Casale.   

Já a defesa diz que os fatos são os mesmos do processo no qual Schmidheiny foi absolvido pela Corte de Cassação de Roma. No fim de 2014, a principal instância judiciária da Itália decidiu que o magnata não poderia ser condenado por desastre ambiental doloso porque o delito já estava prescrito.   

 

O caso também se referia à fábrica de Casale, que até meados dos anos 1980 liberava fibras de amianto no meio ambiente, causando a contaminação de milhares de pessoas. (ANSA).   

 

Link: https://istoe.com.br/comeca-megaprocesso-por-mortes-por-amianto-na-italia/

Indenização histórica: Johnson e Johnson pagará US$ 2 bi após acusação sobre talco de bebê

Embalagens de talco Johnson & Johnson na prateleira de uma drogaria em Nova York - Lucas Jackson/File Photo/Reuters

Embalagens de talco Johnson & Johnson na prateleira de uma drogaria em Nova York

 

A Johnson & Johnson foi condenada a pagar uma indenização de US$ 2,1 bilhões para mulheres que alegaram que o talco infantil da marca estava contaminado com amianto cancerígeno. O processo era mantido pela Suprema Corte dos EUA há dez anos.

O principal tribunal do país se recusou a aceitar os recusos da J&J ao júri de St. Luis que em 2018 descobriu que o pó à base de talco teria ajudado a causar câncer de ovário em 20 mulheres. A companhia entraria com um recurso no fim de fevereiro quando reservou quase US$ 4 milhões para cobrir o veredito do tribunal. As informações são da Bloomberg.

Atualmente, a Jonhson & Jonhson enfrenta mais de 26.000 processos que alegam que o talco para bebês de causa câncer. O produto foi retirado das prateleiras dos EUA e do Canadá no ano passado.

"A decisão do tribunal de não revisar o caso deixa questões jurídicas significativas não resolvidas que os tribunais estaduais e federais continuarão a enfrentar" em futuros casos de talco, disse Kim Montagnino, porta-voz da J&J, em um comunicado por e-mail. "A Suprema Corte disse muitas vezes que sua decisão de negar a audiência de um caso não expressa qualquer opinião sobre o mérito."

Segundo a publicação, Mark Lanier, o advogado das mulheres, disse que "a justiça foi feita" e comemorou as indenizações. "Vinte famílias agora são indenizadas por uma doença horrível e desnecessária. E a J&J, o gatilho para essa doença, é responsabilizada."

Por volta das 10h31 as ações da J&J, com sede em New Brunswick, New Jersey caíram 1,5%. Cada mulher irá receber US$ 25 milhões como indenização compensatória de acordo com a decisão do júri. Também foi acrescentado mais de US $ 4 bilhões em danos punitivos, o que fez da indenização a sexta maior na história jurídica dos Estados Unidos.

Um tribunal de apelações estadual reduziu a sentença em mais da metade no ano passado. O veredito original provocou uma queda significativa nas ações da J&J. A companhia perdeu outros casos em julgamento, sendo obrigada a pagar centenas de milhões de dólares. Os juízes reduziram algumas indenizações, enquanto outros foram rejeitados ou estão em apelação. A J&J também ganhou casos. O amianto, que é frequentemente encontrado onde o talco é extraído, é reconhecido como cancerígeno.

 

Reivindicação constitucional

Ainda de acordo com a Bloomberg, os juízes Samuel Alito e Brett Kavanaugh não participaram da decisão de rejeitar o recurso da J&J. Nenhum dos dois deu uma explicação, embora o relatório de divulgação financeira mais recente de Alito indicasse que ele ou sua esposa possuíam ações da J&J. O pai de Kavanaugh era um lobista da indústria de cosméticos, o qual a organização lutou contra os esforços para exigir advertências sobre produtos de talco.

A companhia disse à Suprema Corte que a natureza extensa do caso de St. Louis - que originalmente combinava as reivindicações de quase duas dúzias de mulheres de 12 estados diferentes - tornou o julgamento tão injusto que violou a cláusula de devido processo legal da Constituição. A farmacêutica disse que o juiz do julgamento precisou de cinco horas para instruir o júri, e o painel deliberou menos de 20 minutos em média para cada mulher antes de conceder cada prêmio idêntico, independentemente das circunstâncias individuais.

"Se a cláusula do devido processo significa alguma coisa, isso significa que um réu não pode ser privado de bilhões de dólares sem um julgamento justo", argumentou J&J.

Grupos empresariais, incluindo a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, apoiaram o apelo.

 

Decisões anteriores

A J&J também argumentou que a sentença punitiva excedeu os danos reais a ponto de torná-la também inconstitucional. A J&J apontou decisões anteriores da Suprema Corte que impuseram limites aos danos punitivos. Os advogados das mulheres disseram que a J&J estava pedindo ao tribunal para fazer algo sem precedentes e anular as regras estaduais que regem quando os processos podem ser consolidados para julgamento.

 Link:https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/06/01/jonhson-e-jonson-indenizacao-talco-de-bebe.htm

Amianto: Família de ex-trabalhador receberá indenização milionária

Perícia demonstrou que câncer que vitimou o ex-trabalhador está relacionado à exposição de substâncias.

Família de ex-funcionário de uma indústria será indenizada em quase R$ 1,2 milhão por trabalho exposto ao amianto, mineral altamente cancerígeno. Decisão é da juíza do Trabalho Juliana Campos Ferro Lage, da 2ª vara do Trabalho de Pedro Leopoldo/MG.

(Imagem: Getty Images)

(Imagem: Getty Images)

O material foi proibido pelo STF em 2017 e já é banido em mais de 60 países. 

O antigo colaborador trabalhou de 1973 a 1974 na empresa e, segundo a demanda, esteve em permanente contato com fibras de amianto dispersas no ar. Ele faleceu em 2020 com mesotelioma maligno avançado, tipo de câncer característico do contato com o amianto.

A empresa alegou que a doença que supostamente acometeu o ex-trabalhador não tem relação com o trabalho que desempenhou para a reclamada, e que o homem não foi exposto ao amianto ou asbesto enquanto lá trabalhou.

Já a perícia médica constatou que o problema que acometeu o ex-funcionário está relacionado com a exposição ao asbesto. O especialista constatou que "os documentos juntados aos autos evidenciam exposição ocupacional pregressa ao asbesto". 

Ao analisar o caso, a juíza julgou procedentes os pedidos. Para ela, "a ré foi negligente, agindo de forma culposa por omissão quanto à prevenção e eliminação de riscos à saúde do trabalhador".

"A atitude antijurídica da ré (sua omissão em propiciar um ambiente de trabalho seguro e saudável ao ex-empregado) causou ao reclamante uma lesão à sua saúde de ordem irreparável, uma vez que adquiriu doença relacionada ao amianto, mesotelioma maligno - tipo epitelial, o que lhe retirou, dentre outras valores, sua higidez física, sua aptidão para o trabalho e, por fim, a sua vida."

Ela destacou ser inegável a dor sofrida em razão da comprovada perda de capacidade laborativa e suas consequências, sendo devida a reparação por danos morais.

A indenização foi fixada em R$ 1 milhão por danos morais e R$ 148.733,95 por danos materiais, estes últimos relativos à pensão por morte.

A ação é dos escritórios Leonardo Amarante Advogados Associados e Mauro Menezes & Advogados, que representam a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA).

  • Processo: 0010470-13.2018.5.03.0144

Link: https://www.migalhas.com.br/quentes/346056/amianto-familia-de-ex-trabalhador-recebera-indenizacao-milionaria

Mais uma lei aprovada: Uso do amianto está proibido no Ceará

A assembleia Legislativa aprovou lei de autoria do petista Elmano Freitas

FORTALEZA, CE, BRASIL, 05.11.2020:  Elmano de Freitas (PT)  (Foto: Fco Fontenele/O POVO)

A Assembleia Legislativa aprovou, nessa quinta-feira,, o Projeto de Lei 00228/19, de autoria do deputado Elmano Freitas (PT), que proíbe o uso de amianto em todo Ceará. Atualmente, o uso do amianto é proibido em mais de 75 países. Na União Europeia, foi banido em 2005 por conta das evidências acumuladas desde a década de 1960 de que o produto é tóxico e cancerígeno.

Para o autor do PL, a aprovação é uma importante iniciativa em defesa da saúde da população. “Não existe uso seguro do amianto. A OMS já comprovou que é um mineral perigoso, capaz de provocar uma série de
doenças, como o câncer e que pode até matar”, alerta Elmano. O projeto segue agora para sanção do governador Camilo Santana. “Nosso governador tem tido uma atuação exemplar no combate à pandemia do coronavírus. Tem mostrado grande sensibilidade no trato dos problemas do nosso povo. E quando o assunto é saúde, ele não mede esforços para garantir o bem estar dos cearenses. Por isso, estamos
confiantes na sanção do nosso projeto “, ressalta o parlamentar.

Números da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que 125 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo estão expostos ao amianto e que mais de 107 mil trabalhadores morrem por ano em decorrência de doenças relacionadas à exposição ao mineral e suas fibras.

No Brasil, oito Estados têm leis proibindo o amianto: Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Amazonas.

Males do amianto

O amianto é um nome genérico para uma família de minérios encontrados na natureza e muito utilizados pelo setor industrial no último século por conta da abundância e baixo custo de exploração. Além disso, tem grande resistência mecânica e às altas temperaturas, ao ataque ácido, alcalino e de bactérias, também
é durável, flexível e resistente.

Isso fez com que o amianto fosse chamado por anos de "mineral mágico", utilizado principalmente na indústria da construção civil, em telhas, caixas d’água, divisórias, forros falsos e para isolamento acústico ou térmico. Mas a exposição ao minério está relacionada à ocorrência de diversas patologias, malignas e não malignas, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ele é classificado pela Agência Internacional de Pesquisa (Iarc) no grupo 1 — dos reconhecidamente cancerígenos para os seres humanos — e não foram identificados níveis seguros para a exposição às suas fibras.

 

Link: https://mais.opovo.com.br/colunistas/eliomar-de-lima/2021/05/21/uso-do-amianto-esta-proibido-no-ceara.html