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EX-FUNCIONÁRIOS DE FÁBRICA DE AMIANTO DE LONDRINA E PARENTES DE TRABALHADORES JÁ FALECIDOS VÃO À JUSTIÇA COBRAR INDENIZAÇÕES

Um grupo de cerca de 200 ex-empregados da Infibra, que atuava em Londrina e usou o produto durante anos, se reuniu no sábado. Especialista no tema diz que empresa não cumpriu com uma série de obrigações legais e deixou um legado de doentes e viúvas para a cidade.

A assembleia foi realizada no sábado no Salão Paroquial São José Operário, no Jardim Leonor. Os trabalhadores expostos ao produto e familiares de quem já faleceu vão cobrar na Justiça indenizações pelas doenças e mortes resultantes do contato com o produto.

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ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS DO AMIANTO E FAMILIARES E O BANIMENTO DA FIBRA CANCERÍGENA NO ESTADO DA BAHIA

No dia 17 de novembro de 2017 aconteceu a audiência publica onde foram abordados temas como Assistência às vítimas do amianto e familiares e o banimento da fibra cancerígena no Estado da Bahia . O evento teve apoio da ABREA e da ABEA e da AVICAFE (ASSOCIAÇÃO BAIANA DOS EXPOSTOS AO AMIANTO/POÇÕES E BOM JESUS DA SERRA – BAHIA). O evento foi realizado na Escola Municipal Vitorino José Alves, em Bom Jesus da Serra e teve parceria das Secretarias de Saúde, Educação e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Bom Jesus da Serra/Bahia.

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SUBSTÂNCIA NOCIVA: EM LONDRINA, VÍTIMAS DO AMIANTO PEDEM POR MAIS VIDA

Reportagem
 

 

Fotos: Saulo Ohara -
"Nunca imaginei que o amianto fosse perigoso", lamenta Josivaldo Silva

Foi após a geada negra que assolou as lavouras do Paraná em 1975 que Josivaldo Cassiano da Silva, 62, decidiu deixar a vida no campo para encarar a rotina de trabalhador na fábrica da Infibra em Londrina. Sem condições de sustentar a esposa e os filhos com a renda obtida nas lavouras dizimadas do café, ele relutou muito antes de aceitar a oportunidade de emprego na indústria que não exigia nada além de força física dos funcionários. "Eu achava que não era capaz de trabalhar na cidade, mas tinha mais medo de passar fome, por isso aceitei a oferta de emprego para misturar amianto", conta este pai de quatro filhos que, hoje, ajuda também a criar dez netos. 


Em 1979, ele aceitou o emprego na Infibra, decisão cuja pior consequência apareceu há quatro anos. Após enfrentar muitas dificuldades respiratórias, garganta seca e até tossir sangue, foi diagnosticado com doença pleural por asbesto, seguramente causada pelas décadas em contato com a poeira do amianto. "Respirei muito amianto. No início trabalhava sem uniforme, com minhas próprias roupas que trazia para lavar em casa. Nunca imaginei que o amianto fosse perigoso", lamenta ele, que foi orientado a se aposentar com menos de 50 anos na única firma onde trabalhou "para dar emprego a quem estava desempregado". 

Silva não sabe como ficará a própria saúde, mas tem apenas uma certeza. "Se eles tivessem me avisado do risco, eu teria recusado o emprego ou pediria as contas e procuraria outro serviço. Se pudesse voltar no tempo, teria dito não", afirma o paciente do ambulatório de doenças ocupacionais pulmonares do Hospital das Clínicas que, muito religioso, agora só pode contar com "a cura de Deus". "Espero que todos coloquem a mão na consciência e acabem com o uso do amianto", diz ele, que diante do laudo dos médicos, entrou com ação para receber indenização pelos danos causados. "Dinheiro algum vai trazer minha saúde de volta, mas espero uma ajuda para poder me tratar. Eu quero viver", pede. 

Com a serenidade de quem busca conforto na fé, ele diz que só esperava sinceridade por parte dos ex-patrões. "Cada um tem sua própria consciência. Acredito que eles sabiam dos riscos do amianto, pois eram pessoas estudadas. Podiam ter avisado os funcionários", diz. 


"Acima de tudo, quero ver o amianto banido do Brasil enquanto estou vivo", comenta João Batista Apolinário

A história se repete na trajetória do ex-operário Jesualdo Vequetini, que exibiu à reportagem dezenas de exames que comprovam a presença de múltiplos nódulos pleurais nos pulmões, decorrentes de exposição prolongada ao amianto. Foi em 1977 que ele deixou o campo, em Mandaguari, para trabalhar na Infibra, onde ficou até 1997. "Eu fazia de tudo um pouco. Se soubesse dos riscos, jamais teria aceitado o emprego", garante ele, que entre outras funções lixava caixas d'água. "O rosto ficava coberto de pó. A gente pedia proteção, mas o encarregado não cedia porque custava caro", recorda. 

Foi só quando participou de uma reunião na Abrea (Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto), convidado por ex-colegas há poucos meses, que ele percebeu a gravidade dos nódulos detectados pelos exames. "Não morri por Deus", revela o aposentado, que hoje tem que conviver com dor nas costas, falta de fôlego e uma canseira que não melhora. "Me senti muito mal quando soube que a causa da minha doença era o amianto, mas não tenho como voltar atrás", lamenta. 

Além da exposição ao amianto, ele denuncia outros desrespeitos à lei. "Eu mesmo fiquei 15 anos sem tirar férias, eles pagavam em dinheiro, mas não liberavam para a folga. Me sentia um escravo... Sabia que tinha direitos, mas não cobrava porque tinha muito medo de perder o emprego", recorda. 

O trabalhador agora pede pelo fechamento da mina de amianto que ainda funciona no Brasil. "Tem que fechar e indenizar as pessoas que foram prejudicadas. Veja o meu caso, se meus nódulos se 'revoltarem', eu vou ter câncer e estou morto. Não tenho dinheiro para me tratar, não tenho nada. Espero que haja o mínimo de justiça, pois dinheiro só vale quando a gente tem saúde. Hoje eu tento me distrair e não pensar muito no que aconteceu comigo. Só me resta aceitar o destino", resigna-se. 

João Batista Apolinário, 73, depois de trabalhar por 22 na Infibra, saiu da empresa em 1998 e, hoje, quase vinte anos depois, convive com o diagnóstico de asbestose causada por exposição ao amianto. "Vim para Londrina quando a geada acabou com o café e comecei a trabalhar direto na mistura do amianto. Não tinha proteção alguma, depois de uns dez anos passaram a oferecer máscaras, mas a gente sabe que não tem proteção segura", diz. 

Dos tempos na fábrica, ele recorda das roupas sempre sujas, dos sacos de amianto empilhados onde muitos operários sentavam para comer e do suor que mais parecia uma "espuma" por causa do pó. Foi só em 2017, porém, que ele começou a sentir as consequências dos anos dedicados à Infibra. "Peguei pneumonia, fiquei 20 dias no hospital e me disseram que era fibrose por causa do amianto", comenta Apolinário, que "se pudesse voltar atrás, não aceitaria o trabalho". O trabalhador afirma não ter medo da morte, mas acima de tudo quer a vida. "É triste saber que fui enganado. Fiz muita coisa pela empresa e quero ser ressarcido, mas acima de tudo, quero ver o amianto banido do Brasil enquanto estou vivo". 

Para a presidente da Abrea em Londrina, Márcia Rodrigues Gamba, cujo pai morreu em 2013 por asbestose causada por exposição ao amianto, a história de cada trabalhador que sobe as escadas da sede em busca de informações é também a história da sua própria família. "Foi o presidente da Abrea em SP, Eliezer João de Souza, também contaminado pelo amianto, que me deu força para encarar essa briga. Ele viaja o Brasil inteiro na luta pelos direitos das vítimas. Eu e minha mãe choramos muito quando vimos as fotos de todas as pessoas que já se foram na associação em São Paulo, mas também tiramos forças para lutar. Não posso fazer mais nada por meu pai, mas ajudar outras pessoas em nome dele é gratificante e vale a pena." 

Fonte: Folha de Londrina - Folha Especial 

 

LANÇADO EM FLORIANÓPOLIS O DOCUMENTÁRIO “NÃO RESPIRE – CONTÉM AMIANTO”

Florianópolis - O documentário “Não Respire - Contém Amianto”, produzido pela ONG Repórter Brasil foi lançado no dia 26 de outubro, em Florianópolis.  A exibição foi seguida de um debate com a presença do jornalista André Campos, diretor do documentário, da auditora fiscal Fernanda Giannasi, especialistas no combate ao uso do minério, da procuradora do trabalho Márcia Kamei López Aliaga (MPT-SC), gerente do Programa de Banimento do Amianto no Brasil e da coordenadora do CEREST Estadual, Regina del Castel Pinheiro.

 

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EMPRESA DEVE PAGAR R$225 MI POR USAR AMIANTO

A maior ação trabalhista da história na Bahia teve nesta terça-feira (17) a primeira audiência, envolvendo procuradores do Ministério Público do Trabalho e advogados da Eternit. O processo é resultado de inquérito que comprovou a exposição de centenas de trabalhadores e do meio ambiente a partículas de amianto, substância banida em diversos países e recentemente também alvo de decisão do Superior Tribunal de Justiça que abre caminho para o banimento total da substância no Brasil.

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JOVEM INGLESA É DIAGNOSTICADA COM TUMOR RELACIONADO AO AMIANTO

Danielle Smalley, uma jovem de apenas 23 anos, recebeu uma notícia desesperadora: ela foi diagnostica com um tipo de câncer que geralmente afeta homens com mais de 75 anos — um tumor relacionado ao amianto, produto proibido no estado de São Paulo.

A mulher acredita que há apenas uma explicação para o mesotelioma peritoneal maligno, a doença que foi diagnosticada. 

Foi um choque muito grande. Eu nem sabia o que era amianto. O tipo de mesotelioma que eu tenho quer dizer que eu ingeri o produto em algum momento da minha vida“, revelou a jovem.

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EMPRESA TERÁ QUE PAGAR R$ 300 MIL POR CONTAMINAÇÃO COM AMIANTO

Decisão do TST não cabe mais recurso; foram 35 anos de exposição na fábrica

A capacidade pulmonar vai diminuindo aos poucos, causando dores terríveis e muito sofrimento.

Essa é a rotina dos sintomas de quem tem asbestose, uma doença causada pelo contato com o mineral amianto (asbesto, em grego), que também é cancerígeno.

O operário aposentado Elias Ventura foi diagnosticado com essa doença, depois de trabalhar por 35 anos na fábrica da Eternit, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, na produção de telhas e caixas d'água de amianto.

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DEPUTADO MARCOS MARTINS E ABREA REALIZAM ATO SOLENE SÃO PAULO LIVRE DO AMIANTO

O mandato do Deputado Estadual Marcos Martins promoveu na tarde de segunda-feira (9/10), o Ato Solene “São Paulo Livre do Amianto”, na ALESP. Após decisão do STF sobre a constitucionalidade da lei 12.684/07, que proíbe o amianto no Estado de São Paulo, o banimento da fibra assassina ganhou fôlego em todo o país e suscitou questões como a “desamiantização”, a destinação correta de lixo perigoso e a logística reversa, temas abordados durante o encontro.

 

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